#LivrosInfantis sobre #meninos que se vestem como #meninas #livro #literatura #crianças #infantil #bullying @brainpicker

Desde que resolvi escrever para crianças e fiquei com vontade de ter um personagem masculino que não vê problemas em se vestir com roupas femininas, retratado no livro Meu dia de princesaque meus sentidos ficaram atentos tanto para o comportamento, quanto para a literatura mundial voltada pro assunto. É confortante saber que existem escritores por aí tratando da questão de forma direta, sem rodeios, defendendo a diversidade e o amor acima de tudo.

O website BrainPickings, da escritora e curiosa Maria Popova, é uma fonte maravilhosa de informações para um mundo de mais respeito e solidariedade. É um de meus sites prediletos. Vira e mexe ela mostra livros que questionam os mais diversos estereótipos de comportamento. Que combatem padrões femininos pré-concebidos, por exemplo, tanto no que se refere à costumes, quanto à vocações profissionais.

Um exemplo é o livro sobre a pequena Rosie, que sonha em se tornar uma competente engenheira e aprende a abraçar o fracasso como parte vital de sua trajetória. O fracasso é parte importante de nossas vidas, sendo a criatividade um de seus resultados. Ou seja: “Você tem que estar disposto a fracassar… se você tem medo de fracassar, não irá muito longe”, reforçou Steve Jobs em uma de suas célebres frases.

“You gotta be willing to fail… if you’re afraid of failing, you won’t get very far,” Steve Jobs

Um livro no qual esbarrei recentemente num Tweet da Maria [@brainpicker] é o ‘Morris Micklewhite and the Tangerine Dress‘ que na minha tradução livre se chamaria ‘Morris Micklewhite e o vestido cor de tangerina’.

morrismicklewhite

É um livro sobre o que acontece com os meninos que não se identificam com as regras sociais impostas acerca de como eles devem tratar sua própria identidade e não entendem porque eles não estão autorizados a desfrutar do que as meninas gostam. Morris quer usar vestidos. E quer ser um astronauta. As crianças zombam dele, pois astronautas não vestem vestidos… E por que não?!?!

Recentemente a mídia internacional divulgou que o casal hollywoodiano Brad Pitt e Angelina Jolie respeitaram o pedido da filha Shiloh de se vestir como menino e passar a ser chamada de John. A família da criança de oito anos de idade apoia plenamente a sua individualidade. Shiloh agora é John, usa roupas masculinas e é chamada pelo nome que se sente à vontade.

Mas, na maioria das vezes, o suporte que a família dá – quando dá – não reflete o comportamento da sociedade. Numa das passagens do livro a autora, Christine Baldacchino, retrata o que acontece com frequencia:

morrisvestido

‘Às vezes os meninos zombam de Morris. Às vezes as meninas zombam, também.
Morris finge que não está escutando,
enquanto caminha sozinho.
Zunzum, Zunzunzum…
Assobiando ou cantando, ele vai andando.
Morris finge que não ouve o que está ouvindo.’ [Tradução livre.]

O vídeo abaixo, infelizmente somente em inglês, faz uma sinopse sobre o querido Morris e seu vestido colorido 🙂

Nós te amamos Morris, O Astronauta de Vestido Tangerina!!! ❤

.:. Carolina Graciosa, autora d’O mundo colorido de Francisca .:.

Escassez de mulheres no mundo editorial é questionada #reflexão #livro #literatura #leitura #MercadoEditorial #escritor #escritora @JornalOGlobo

Escassez de mulheres no mundo editorial é questionada O Globo – 22/11/2014 – Por Bolívar Torres

No último dia 10, Ana Luisa Escorel venceu o Prêmio São Paulo de Literatura. Na semana seguinte, outra escritora, Marina Colasanti, também levou a láurea máxima de um prêmio tradicional, o Jabuti. Aos apressados, pode parecer que as mulheres estão dominando a cena literária. Mas não é bem assim. Logo que se anunciou o resultado do Prêmio São Paulo, Ana Luisa lembrou em seu discurso que, desde a sua criação, em 2008, esta foi a primeira edição a premiar uma autora feminina na categoria principal. O padrão é seguido por outras premiações: entre todos os vencedores do Portugal Telecom, há somente três mulheres (Beatriz Bracher, Marina Colasanti e Cíntia Moscovich), e nenhuma delas levou o prêmio principal. O fato trouxe à tona um tema ainda pouco discutido. “Trabalho com a questão feminina há mais de 20 anos e posso dizer que a situação melhorou bastante”, avalia Marina Colasanti.

Leia a matéria na íntegra clicando AQUI.

Mercado de #LiteraturaInfantil: setor é marcado por problemas de distribuição e compras governamentais

Mercado de literatura infantil em pauta

PublishNews – 10/10/2013 – Iona Teixeira Stevens

Setor é marcado por problemas de distribuição e compras governamentais

O Pavilhão 3 da Feira de Frankfurt é o mais colorido e um dos mais agitados, afinal, é onde se concentram as editoras de livros infantis. E foi ali que aconteceu hoje de manhã uma apresentação sobre o mercado editorial da literatura infantil brasileira, que reuniu Breno Lerner, da Melhoramentos, Mariana Warth, da Editora Pallas, e Renata Borges, da Peirópolis, que falaram sobre as características do gênero no Brasil. E elas podem grosso modo ser resumidas a duas: problemas de distribuição e compras governamentais.
“O Brasil tem cerca de 1.000 livrarias, num país com uma população de 200 milhões,” abriu Lerner. “A distribuição dos livros é, portanto, muito difícil, e acabamos dependendo muito das compras governamentais e das vendas diretas para escolas”. Mas, lembrou Lerner, o mercado é enorme, “dos 35 mil novos títulos lançados todos os anos, 24% são infantis”. Além disso, o futuro depende e passa pela educação (e a educação pelos livros infantis), então a expectativa é sempre de expansão.
Mariana Warth, da pequena carioca Pallas, reforçou a importância das compras governamentais. “A nossa editora teve 4 títulos que entraram nos programas de compras governamentais. Cada um teve 100 mil cópias vendidas. Para uma pequena editora como a nossa, determina muita coisa. É um número que talvez eu não chegue no ano inteiro”.
A plateia parecia não conseguir captar o tamanho do papel do governo brasileiro no mercado editorial. “Mas, quem são essas pessoas? Quem decide o que o governo vai comprar?”, perguntou uma italiana.
“Ninguém sabe, eles são invisíveis”, brincou Renata Borges. “Nós sabemos que são de universidades, às vezes mandamos um monte de livros para quem achamos que talvez seja responsável, para eles avaliarem. Em certo sentido, é um mercado selvagem”.
O governo tem ajudado indiretamente também. A Pallas e a Peirópolis publicam, respectivamente, livros com temas da cultura africana e de autores indígenas. Portanto a lei que obriga o ensino da história e cultura africana e indígena beneficiam ambas as editoras independentes.
Mas, em relação às poucas livrarias e dificuldades de distribuição, não há uma solução de curto prazo viável. “Por que não sugerem que o governo ajude a construir livrarias em lugares isolados, para ajudar a fomentar o mercado naquela região?”, perguntou uma senhora, que no Brasil seria provavelmente considerada ingênua. “Não atingimos nem o patamar de ter uma biblioteca em cada cidade no Brasil, e enquanto isso não acontecer não há como nem falar sobre livrarias”, respondeu Lerner. Como se sabe, há uma lei que visa atingir esse patamar, a uma taxa de 52 bibliotecas por dia.

Todo Dia Era Dia de Índio

Survival:Divulgação  2

Fotos raras de índios isolados na Amazônia peruana são divulgadas em 2012
Fonte: Estadão

Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar

Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar

Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim

Antes que o homem aqui chegasse
Às Terras Brasileiras
Eram habitadas e amadas
Por mais de 3 milhões de índios
Proprietários felizes
Da Terra Brasilis

Pois todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril

Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril

Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar

Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra,fauna e flora

Pois em sua glória,o índio
É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria

Da alegria de viver!
Da alegria de viver!

E no entanto,hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente

Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim

Terêrê,oh yeah!
Terêreê,oh!

(Baby do Brasil)

“O conhecimento que o leva não além de si é bem pior que a ignorância”

Com esse ditado sufista começamos o dia de hoje.

E quem nos traz belas palavras sobre o poder da contação de histórias é a escritora turca  Elif Shafak.

“Temos a tendência de nos agrupar com base em semelhança e então criamos estereótipos sobre outros grupos de pessoas. A meu ver, uma maneira de transcender esses guetos culturais é por meio da arte de contar histórias. Histórias não podem demolir fronteiras, mas podem fazer buracos em nossos muros mentais. E por esses buracos, podemos dar uma espiada nos outros, e talvez até mesmo gostar do que vemos.”

“Os sufistas dizem: “O conhecimento que o leva não além de si é bem pior que a ignorância”. O problema com os guetos culturais de hoje não é a falta de conhecimento. Nós sabemos muito sobre os outros, ou assim achamos. Mas o conhecimento que não nos leva além de nós mesmos, nos torna elitistas, distantes e desconectados. Há uma metáfora que eu adoro: viver como um compasso. Como vocês sabem, uma perna do compasso é fixa, presa num lugar. Enquanto isso, a outra perna desenha um círculo amplo, sempre se mexendo.”