Feliz Natal!! #natal #festas #diversidade #inclusão #amor #natureza

Natal é época de olhar para frente, aprender com os deslizes, dizer EU TE AMO, ter esperança num mundo de mais amor e respeito com a diversidade e a Natureza!

O mundo colorido de Francisca deseja um Feliz Natal e muitas gostosuras para tod@s!!

Amigos e amigas, alegria!!

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Descobrindo as bonecas de pano na cultura brasileira: os bonecos de pano chegaram!! #presente #Natal #boneca #boneco #cultura

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“(…) os brinquedos são hoje entendidos como importantes instrumentos de exploração da criança com o mundo.” Trecho do artigo de Roselne Santarosa de Sousa (UFSJ)
 

Agora as crianças poderão brincar com alguns personagens dos livros d’O mundo colorido de Francisca. Sininha, Francisca e Deco ganharam suas versões em bonecos de pano de 30cm, confeccionados à mão pelo Ateliê Papalotes especialmente para você!

No artigo “DESCOBRINDO O LUGAR DA BONECA DE PANO NA CULTURA LÚDICA BRASILEIRA” a autora Roselne ressalta:

“Por sua configuração antropomórfica (1), [a boneca de pano] é um dos objetos lúdicos mais apreciados pelas crianças contribuindo para a aproximação do universo infantil e estabelecendo redes de conexão com a história da humanidade, com seus rituais, folclores, religião e com os saberes próprios da comunidade que a apropria. Acrescentamos as considerações do folclorista Câmara Cascudo (1988) acerca da boneca de pano, pois, como defende o autor, ela reflete a cultura brasileira, servindo como verdadeiro documento da expressão popular, oferecendo indicadores da condição sócio-econômica, uma vez que a define como própria do universo lúdico das crianças pobres, refletindo a indústria doméstica e tradicional do país, além de estarem presentes em todo o território nacional.”

Através dos bonecos esperamos que as crianças se identifiquem ainda mais com as histórias d’O mundo colorido de Francisca, respeitando ainda mais a diversidade e a Natureza, através do afeto.

Visite a nossa loja virtual: http://omundocoloridodefrancisca.iluria.com

Ou entre em contato: franciscacolorida@gmail.com

Carol Graciosa: (21) 99153-3443 / carolgraciosa@gmail.com

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(I) 
(an.tro.po.mor.fis.mo) Fil.
sm.
1. Conceito ou ação de atribuir a Deus, aos deuses ou aos seres sobrenaturais sentimentos, ideias, paixões e atitudes próprias do seres humanos.
2. Conceito ou ação de atribuir aos seres irracionais e inanimados formas e comportamentos humanos.
[F.: Do fr. anthropomorphisme.]
 
Fonte: http://aulete.uol.com.br/antropomorfismo#ixzz2nBpav5QV

Texto para a palestra em Havana, Cuba: Congresso Internacional Leitura 2013 – Para ler o XXI #literatura #diversidade #inclusão

Congresso Internacional Leitura 2013 - Para ler o XXI Há que se conhecer as forças do mundo para colocá-las em movimento' .:.  'Segundo Coloquio Internacional Sobre El Libro Para Bebés, Niños y Jóvenes'.

Participação no ‘Congresso Internacional Leitura 2013 – Para ler o XXI Há que se conhecer as forças do mundo para colocá-las em movimento’ ‘Segundo Coloquio Internacional Sobre El Libro Para Bebés, Niños y Jóvenes’.

Texto enviado para a palestra em Havana:

Congreso Internacional Lectura 2013: para leer el XXI Se ha de conocer las fuerzas del mundo para ponerlas a trabajar

La Habana, Cuba 

Autora: Carolina Graciosa

Projeto: O mundo colorido de Francisca

Tema: Diversidade e Inclusão

Origem: Rio de Janeiro, Brasil

O mundo colorido de Francisca: diversidade e inclusão no universo da literatura infantil

As crianças estão crescendo num mundo cada vez mais diverso, onde questões importantes estão deixando de ser abordadas ou muitas vezes os responsáveis nem sabem como explicar certas coisas. O mundo colorido de Francisca pretende oferecer uma literatura crítica, que busca trabalhar a condição humana e social de maneira divertida.

Francisca é uma menina como muitas outras. Magrela e alegre, tem 6 anos, mora na cidade grande e tem muitas perguntas na cabeça. Algumas podem ser simples, como ‘por que ela tem que dormir se acha que não está com sono?’ ou ‘por que não pode comer doce antes das refeições?’. Outras um pouco mais complicadas, como ‘por que tem gente que diz que rosa é cor de mulher e azul de homem?’, ‘por que a sua melhor amiga não tem pai?’, ‘por que seus pais não moram mais juntos?’ ou até ‘por que seu amigo tem duas mães?’.

O projeto incentiva um mundo de mais amor e respeito à diversidade e à Natureza. O desconhecimento leva ao preconceito, violência, sofrimento e espanto diante da diversidade social, cultural, sexual e étnico-racial. O mundo colorido de Francisca aborda temas contemporâneos com uma visão otimista e com a intenção de contribuir para uma educação inclusiva.

“Questões fundamentais da existência atingem crianças e jovens com intensidade semelhante à que atinge os adultos, mas os temas que expressam a angústia frente a essas questões são considerados polêmicos, e obras que tratem do mal, da morte, da violência na escola, da sexualidade, do homoerotismo são, em geral, consideradas ousadas, perigosas, inadequadas pelos docentes, e costumam passar longe da sala de aula, quando se sabe que nelas reside a possibilidade de, por meio da ficção, reconhecer e discutir os enigmas da existência humana e a problemática das relações sociais e, ainda, alcançar a construção de respostas existenciais necessárias aos projetos pessoais e coletivos.[1]

O projeto consta, a princípio, de uma série de 8 (oito) livros, com cerca de 20 (vinte) páginas cada, podendo ser ampliado e o formato repensado. O público estimado a quem a série se destina é o infantil, para crianças de 4 (quatro) a 8 (oito) anos de idade. Francisca pretende mostrar sua visão da realidade e diversão, além de abordar temas considerados polêmicos e os diferentes hábitos e valores existentes na sociedade contemporânea.

Foi pensando na importância de abordarmos temas muitas vezes considerados polêmicos na sociedade atual que a série foi desenvolvida. A princípio assuntos menos densos são retratados em Francisca, como a separação dos pais e conflitos infantis, intercalados por temas mais corriqueiros, para não transformar o projeto em uma série pesada (para os responsáveis). A intenção é avançar a coletânea e falar inclusive sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo, adoção e morte, entre outros temas necessários.

Projeto Pedagógico

A literatura, como a experimentamos, faz parte de um universo de pessoas alfabetizadas com tempo livre e questões a serem desdobradas. Já a literatura infantil é um universo de imaginação e a ser criado junto à criança. De imaginação porque é o meio pelo qual letras e palavras se materializam para criar mundos, o que ainda é uma novidade para a criança. A ser criado porque é um mundo verossímil, que depende da capacidade de abstração das crianças para plasmar mentalmente uma situação, ou, mais complexamente, uma narrativa. Estamos, então, nos referindo não só à introdução de uma forma de passar o tempo como também de um instrumento que contribui para as funções cognitivas da criança além de formação de um futuro cidadão pelos conteúdos expressos.

“O mundo colorido de Francisca” tem por intenção trabalhar diretamente nessas duas áreas, lançando mão de uma linguagem acessível para crianças em processo de alfabetização e apresentando temáticas do mundo adulto que os pais, muitas vezes por impedimentos religiosos ou de formação, têm dificuldades em dialogar com seus filhos. Sendo assim, ‘O mundo colorido de Francisca’ tem por objetivo ser uma fonte inicial para a diversidade da vida, já que aborda temáticas que no universo imediato da criança – a família, a escola, a comunidade – podem não se apresentar, mas que na vida independente e nas grandes mídias são frequentemente mostradas.

Logo, temos um livro de literatura que pode ser tanto trabalhado no espaço escolar como no espaço privado, familiar ou pessoal da criança, contribuindo para a construção de autonomia na reflexão de questões presentes na vida.

Justificativas

A série de oito livros da vida de nossa pequenina Francisca se destina a crianças em processo de alfabetização, participantes do primeiros ciclos do Ensino Fundamental. Nada impede que sejam apropriados por crianças em outros ciclos, afinal, são livros paradidáticos em consonância com os temas transversais estabelecidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. E esses temas tratam da vida como um todo e não necessariamente de um conteúdo ou matéria específicos.

Os temas são preponderantemente urbanos e visam contemplar o universo circundante dessas crianças: vida familiar, vida escolar, os amigos e as novidades que encontramos nessa idade curiosa. Dessa forma, pretende interferir positivamente na formação de futuros cidadãos quanto à promoção da dignidade da pessoa humana e da igualdade de direitos.

Essa interferência é realizada pela literatura por esta ser um meio capaz de possibilitar a alternância do Eu. Trata-se de se colocar na posição do outro e com ele percorrer uma história que também se torna sua pois suscita sensações e julgamentos de valor. Portanto, para um tratamento didático enfocado, a série está alinhada com as temáticas transversais da Ética tangenciando questões de Pluralidade Cultural, Meio Ambiente e Orientação Sexual.

Podemos observar na série os conjuntos de ética quanto ao respeito mútuo, diálogo e solidariedade, tornando nossa heroína Francisca um exemplo e um exemplar de nossas crianças ao lidar com seu cotidiano. Ela perpassa por questionamentos, expressa com clareza seus sentimentos e desenvolve com racionalidade e afetividade suas dúvidas quanto ao certo e errado, muitas vezes retirando-o dessa dualidade.

Objetivos

Como a série de livros contribui para o aluno? Francisca compartilha dos seguintes objetivos estabelecidos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino fundamental:

– compreende a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos sociais e políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;

– posiciona-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas;

– conhece e valoriza a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais;

– percebe-se integrante, dependente e agente transformadora do meio ambiente, identificando seus elementos e a interação entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;

– desenvolve o conhecimento ajustado de si mesma e o sentimento de confiança nas suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética e de inter-relação pessoal e inserção social, para agir com perseverança na busca do conhecimento e no exercício da cidadania;

– conhece e cuida do próprio corpo, valorizando e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida, e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva.

Rio de Janeiro, 2013


[1] Salto para o Futuro. Boletim 11, junho de 2007. Debate: Temas polêmicos na literatura. Conceituação e justificativa. Nilma Lacerda. Pág.03.

Uma nova visão da escola

Hoje vamos disponibilizar dois artigos sobre o livro “Earth in Mind”, de David Orr (Earth in Mind: On Education, Environment and the Human Prospect – Terra em Mente: Na Educação, no Meio Ambiente e a Perspectiva Humana, tradução livre), sem tradução para o português, infelizmente.

O livro fala sobre a necessidade de um novo currículo educacional nesta nova era. De uma mudança de pensamento para um mundo mais sustentável.

Como defendia nosso educador Paulo Freire na obra Pedagogia da Autonomia (2002, p. 36):

“Precisamos contribuir para criar a escola que é aventura, que marcha, que não tem medo do risco, por isso que recusa o imobilismo. A escola em que se pensa, em que atua, em que se cria, em que se fala, em que se ama, se adivinha, a escola em que apaixonadamente diz sim à vida.” 

Escolas para o século XXI

“As gerações futuras precisam aprender a utilizar melhor a energia e os materiais disponíveis. Precisam aprender a usar a energia solar sob todas as suas formas. Precisam eliminar a poluição e o desperdício. Precisam aprender a administrar recursos renováveis. Precisam iniciar a imensa tarefa de restaurar, da melhor forma, os danos causados à Terra nos últimos 200 anos de industrialização. E tudo isso precisa ser feito, enfrentando as iniqüidades sociais e raciais. Nenhuma geração teve que encarar tamanho programa  de trabalho. Continuamos, porém, a educar nossos jovens como se não houvesse nenhuma  emergência planetária. Mas, a crise que enfrentamos é principalmente uma crise da mente, da percepção e dos valores — portanto, um grande desafio para as instituições que formam mentes, percepções e valores. Um desafio educacional.” David Orr 

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Educação e Inovação para Sustentabilidade

“A educação não é amplamente considerada como um problema, a não ser a falta dela. A sabedoria convencional reforça que toda educação é boa e quanto mais se tem melhor. A verdade é que sem as devidas precauções, a educação pode formar pessoas simplesmente para ser vândalos mais eficazes da Terra”. David Orr

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Outro link sobre o assunto:

Educação para o Desenvolvimento Sustentável

Afinal, o que é aprendizagem sustentável?

Sustentabilidade é um termo abrangente, um modelo de desenvolvimento que carrega consigo diversos programas. E ‘aprendizagem’ inclui não somente o que é alcançado através dos sistemas educacionais (educação em seu sentido mais formal), mas também o que é assimilado no cotidiano, seja em casa, no trabalho ou na comunidade (Tilbury & Wortman, 2004).

As peças-chave para tal tipo de educação envolvem três pilares: a sociedade, o meio-ambiente e a economia, todas tendo a cultura como ponto de convergência (Tilbury & Wortman). Com o objetivo de encontrar soluções pragmáticas para que a educação tradicional se adapte às mudanças do planeta, a Comissão de Educação e Comunicação da IUCN – International Union for Conservation of Nature (uma das mais influentes e respeitadas organizações no campo da conservação da diversidade biológica, da preservação do meio ambiente e da gestão de recursos naturais) defende que a Educação para o Desenvolvimento Sustentável reforce os valores culturais e a utilização responsável dos recursos naturais para que a sociedade mundial encontre justiça social.

Sendo a educação o principal agente transformador da sociedade, ela precisa também transformar-se para acompanhar as mudanças tecnológicas e necessidades ambientais. O modelo tradicional do “cuspe e giz” já não segura mais a criança tecnológica. No entanto, o computador e outras ferramentas modernas não substituem a experiência alcançada através da interação com a Natureza.

Cada forma de aprender tem o seu lugar como parte do mosaico necessário para o desenvolvimento de crianças e jovens. A consciência da diversidade (social, cultural e ambiental), dos valores tradicionais, dos conhecimentos e das línguas associadas com as mais variadas formas de expressão cultural que temos espalhadas pelo mundo, passarão a determinar a forma com que a aprendizagem sustentável acontecerá nos contextos específicos de cada comunidade.

A ONU declarou em 2005 mais uma década temática, dedicada à Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014). Esta iniciativa precisa significar mais do que apenas uma fonte de esperança.

Outros links sobre o assunto:

UNESCO

“Isso representa uma nova visão da educação capaz de ajudar pessoas de todas as idades a entender melhor o mundo em que vivem, tratando da complexidade e do interrelacionamento de problemas tais como pobreza, consumo predatório, degradação ambiental, deterioração urbana, saúde, conflitos e violação dos direitos humanos, que hoje ameaçam nosso futuro.”

“A sociedade brasileira é constituída por diferentes grupos étnico-raciais que a caracterizam, em termos culturais, como uma das mais ricas do mundo. Entretanto, sua história é marcada por desigualdades e discriminações, especificamente contra negros e indígenas, impedindo, desta forma, seu pleno desenvolvimento econômico, político e social.”

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Tilbury, D. & Wortman, D. (2004). Engaging People in Sustainability, Comission of Education and Communication, IUCN, Gland, Switerland and Cambrige, UK.

Criança tem que brincar!

E interagir com a Natureza também!

O educador norte-americano John Dewey já defendia  que devemos montar um sistema educacional onde as crianças desenvolvam suas habilidades de pensar e utilizem sua energia física para fazer com que o aprendizado seja facilitado.

“Experimentos comprovam que quando as crianças têm a chance de utilizar atividades físicas que provocam seus impulsos naturais para brincadeiras, o aprendizado é facilitado e ir para a escola torna-se agradável, e não mais um fardo (Dewey, 2007, p.147)*.

O que eu mais gostei de aprender com John Dewey foi esta importante consequência que as atividades físicas tem no processo educacional. “Em parte, a atividade física se torna uma intrusa no processo educacional. Sendo considerada completamente separada da atividade mental, torna-se uma distração, um mal a ser encarado, já que todo aluno tem um corpo que acompanha sua mente à escola. E este corpo é um turbilhão de energia, que não consegue ficar parado”(Dewey, 2007, p.108)*.

Conclusão: ao invés de utilizar toda esta energia a favor, o professor passa a maior parte do tempo sufocando a atividade corporal, que é considerada maléfica para a atividade mental, impondo atitudes rígidas, silêncio e punições para os que não se enquadram. Rotula-se o problema como sendo de disciplina, quando na verdade é um problema do próprio sistema educacional.

* Tradução livre: Dewey, J. (2007). Democracy and education. Middlesex: The Echo Library.