E as crianças nos ensinam sobre #aceitação, #diversidade e #inclusão. #educação #LiteraturaInfantil #livro #literatura

MPB_CoverOnly_HR-300x300Aqui no blog sempre falamos em diversidade e inclusão e nunca em aceitação. A aceitação permeia os conceitos, tanto de diversidade quanto de inclusão, mas o site do livro My Princess Boy (Meu menino é uma princesa, em tradução livre) me chamou a atenção para o uso da palavra em si.

A americana Cheryl Kilodavis escreveu o livro originalmente para explicar e apoiar a preferência de um de seus filhos por ‘coisas bonitas’, consideradas femininas, como roupas de balé, a cor rosa e vestidos brilhantes de princesas.

O controverso livro explora a identidade de gênero e a tolerância. My Princess Boy tornou-se um movimento de aceitação para cada criança que já se sentiu discriminada ou incompreendida pelo simples fato de ser diferente das demais.

Em fevereiro deste ano a Revista Nova Escola nos presenteou com uma matéria de capa bastante polêmica, para refletirmos sobre sexualidade e gênero, ‘Educação sexual: precisamos falar sobre Romeo…‘.  Na maioria das vezes a escola trata com preconceito quem desafia as normas de papéis masculinos e femininos.romeuNovaEscola

Mas como lidar com um aluno que se veste de princesa? Cheryl conta o que fez e fala em “amizade incondicional”. Quando ela notou que o filho pudesse sofrer bullying na escola por usar um vestido ao invés de roupas masculinas, ela procurou a professora para uma conversa.

A professora dividiu os anseios de Cheryl com outros educadores e responsáveis e um plano foi traçado para apoiar tanto o filho dela quanto outras crianças que se expressam de forma diferente.

Debates sobre tolerância são uma das melhores respostas ao bullying, e podem ajudar a fazer o mundo voltar ao que é mais básico e importante: compaixão. Como podemos ter mais compaixão uns com os outros? Com comprometimento, esforço e amor, afirma Cheryl.

Ao viajar para contar sua história em seminários e capacitações, Cheryl sentiu necessidade de produzir um material que ajudasse na cruzada pela aceitação. Ela desenvolveu o que chamou de The Acceptance Curriculum – O Currículo da Aceitação.

O currículo proposto por Cheryl pretende ajudar na facilitação de conversas sobre aceitação, ensinando o poder de parar para ouvir e entender como cada criança expressa a sua própria singularidade. Somos todos diversos e merecemos ser aceitos e compreendidos.

“A escola, que deveria abraçar as diferenças, pode ser o ambiente mais opressivo que existe”, defende Iana Mallmann, 18 anos, ativista contra a homofobia. “Muitos ainda abandonam as salas de aula por não se sentirem bem nesse espaço”, completa Beto de Jesus, secretário para América Latina e Caribe da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, pessoas Trans e Intersex (Ilga, na sigla em inglês). Revista Nova Escola, fevereiro/2015

PrincessBoy

Dyson, o caçula de Cheryl, brincando de ser feliz.

O professor, facilitador ou responsável, por meio das atividades d’O Currículo da Aceitação, pode ajudar cada criança a acreditar que a aceitação é possível, e que existe um lugar seguro para todos reconhecerem as diferenças uns dos outros e serem quem são.

Cheryl conta que foi seu filho mais velho, então com 6 anos, quem a fez “acordar” para a aceitação do mais novo. Enquanto ela proibia o caçula de usar e brincar com as “coisas de meninas”, o mais velho disse: “Por que você não pode simplesmente deixá-lo ser feliz, mãe?”

Essas e outras nos levam a crer que as crianças sempre têm as respostas, e os adultos as esquecem com o tempo.

O #amor não tem rótulos – #diversidade #inclusão

Hoje vimos nas redes sociais um vídeo maravilhoso que representa bem que o amor deve ser praticado em sua forma mais pura, sem rótulos. O amor não tem gênero. O amor não tem raça. O amor não tem deficiência. O amor não tem idade. O amor não tem religião. O amor não tem fronteiras.

Usando uma tela de raio-x foi mostrado em praça pública casais de esqueletos apaixonados. ❤ ❤ A identidade por trás dos esqueletos foi a grande emoção! Assista e se emocione:

Se você tem esperança em mundo de mais amor e respeito à diversidade e à Natureza, compartilhe seus sentimentos por aí. Converse com as pessoas, tenha paciência para expor suas ideias. O desconhecimento leva ao preconceito, violência, sofrimento e espanto diante da diversidade social, cultural, sexual e étnico-racial. Vamos abordar temas contemporâneos com uma visão otimista e contribuir para uma educação inclusiva e com afeto.

#LivrosInfantis sobre #meninos que se vestem como #meninas #livro #literatura #crianças #infantil #bullying @brainpicker

Desde que resolvi escrever para crianças e fiquei com vontade de ter um personagem masculino que não vê problemas em se vestir com roupas femininas, retratado no livro Meu dia de princesaque meus sentidos ficaram atentos tanto para o comportamento, quanto para a literatura mundial voltada pro assunto. É confortante saber que existem escritores por aí tratando da questão de forma direta, sem rodeios, defendendo a diversidade e o amor acima de tudo.

O website BrainPickings, da escritora e curiosa Maria Popova, é uma fonte maravilhosa de informações para um mundo de mais respeito e solidariedade. É um de meus sites prediletos. Vira e mexe ela mostra livros que questionam os mais diversos estereótipos de comportamento. Que combatem padrões femininos pré-concebidos, por exemplo, tanto no que se refere à costumes, quanto à vocações profissionais.

Um exemplo é o livro sobre a pequena Rosie, que sonha em se tornar uma competente engenheira e aprende a abraçar o fracasso como parte vital de sua trajetória. O fracasso é parte importante de nossas vidas, sendo a criatividade um de seus resultados. Ou seja: “Você tem que estar disposto a fracassar… se você tem medo de fracassar, não irá muito longe”, reforçou Steve Jobs em uma de suas célebres frases.

“You gotta be willing to fail… if you’re afraid of failing, you won’t get very far,” Steve Jobs

Um livro no qual esbarrei recentemente num Tweet da Maria [@brainpicker] é o ‘Morris Micklewhite and the Tangerine Dress‘ que na minha tradução livre se chamaria ‘Morris Micklewhite e o vestido cor de tangerina’.

morrismicklewhite

É um livro sobre o que acontece com os meninos que não se identificam com as regras sociais impostas acerca de como eles devem tratar sua própria identidade e não entendem porque eles não estão autorizados a desfrutar do que as meninas gostam. Morris quer usar vestidos. E quer ser um astronauta. As crianças zombam dele, pois astronautas não vestem vestidos… E por que não?!?!

Recentemente a mídia internacional divulgou que o casal hollywoodiano Brad Pitt e Angelina Jolie respeitaram o pedido da filha Shiloh de se vestir como menino e passar a ser chamada de John. A família da criança de oito anos de idade apoia plenamente a sua individualidade. Shiloh agora é John, usa roupas masculinas e é chamada pelo nome que se sente à vontade.

Mas, na maioria das vezes, o suporte que a família dá – quando dá – não reflete o comportamento da sociedade. Numa das passagens do livro a autora, Christine Baldacchino, retrata o que acontece com frequencia:

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‘Às vezes os meninos zombam de Morris. Às vezes as meninas zombam, também.
Morris finge que não está escutando,
enquanto caminha sozinho.
Zunzum, Zunzunzum…
Assobiando ou cantando, ele vai andando.
Morris finge que não ouve o que está ouvindo.’ [Tradução livre.]

O vídeo abaixo, infelizmente somente em inglês, faz uma sinopse sobre o querido Morris e seu vestido colorido 🙂

Nós te amamos Morris, O Astronauta de Vestido Tangerina!!! ❤

.:. Carolina Graciosa, autora d’O mundo colorido de Francisca .:.

Feliz Natal!! #natal #festas #diversidade #inclusão #amor #natureza

Natal é época de olhar para frente, aprender com os deslizes, dizer EU TE AMO, ter esperança num mundo de mais amor e respeito com a diversidade e a Natureza!

O mundo colorido de Francisca deseja um Feliz Natal e muitas gostosuras para tod@s!!

Amigos e amigas, alegria!!

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Dia das mulheres que amam: dia das mães #DiaDasMães #mulher #amor

Mãe é quem cria e cuida da criatura:  Feliz Dia das Mães neste final de semana que é para todas as mulheres que amam e, em especial, para a Mariana Leme e a Carol Graciosa.

Nosso mundo é independente e precisa da sua atenção para mostrarmos que somente queremos um mundo de mais #amor!!

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Descobrindo as bonecas de pano na cultura brasileira: os bonecos de pano chegaram!! #presente #Natal #boneca #boneco #cultura

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“(…) os brinquedos são hoje entendidos como importantes instrumentos de exploração da criança com o mundo.” Trecho do artigo de Roselne Santarosa de Sousa (UFSJ)
 

Agora as crianças poderão brincar com alguns personagens dos livros d’O mundo colorido de Francisca. Sininha, Francisca e Deco ganharam suas versões em bonecos de pano de 30cm, confeccionados à mão pelo Ateliê Papalotes especialmente para você!

No artigo “DESCOBRINDO O LUGAR DA BONECA DE PANO NA CULTURA LÚDICA BRASILEIRA” a autora Roselne ressalta:

“Por sua configuração antropomórfica (1), [a boneca de pano] é um dos objetos lúdicos mais apreciados pelas crianças contribuindo para a aproximação do universo infantil e estabelecendo redes de conexão com a história da humanidade, com seus rituais, folclores, religião e com os saberes próprios da comunidade que a apropria. Acrescentamos as considerações do folclorista Câmara Cascudo (1988) acerca da boneca de pano, pois, como defende o autor, ela reflete a cultura brasileira, servindo como verdadeiro documento da expressão popular, oferecendo indicadores da condição sócio-econômica, uma vez que a define como própria do universo lúdico das crianças pobres, refletindo a indústria doméstica e tradicional do país, além de estarem presentes em todo o território nacional.”

Através dos bonecos esperamos que as crianças se identifiquem ainda mais com as histórias d’O mundo colorido de Francisca, respeitando ainda mais a diversidade e a Natureza, através do afeto.

Visite a nossa loja virtual: http://omundocoloridodefrancisca.iluria.com

Ou entre em contato: franciscacolorida@gmail.com

Carol Graciosa: (21) 99153-3443 / carolgraciosa@gmail.com

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(I) 
(an.tro.po.mor.fis.mo) Fil.
sm.
1. Conceito ou ação de atribuir a Deus, aos deuses ou aos seres sobrenaturais sentimentos, ideias, paixões e atitudes próprias do seres humanos.
2. Conceito ou ação de atribuir aos seres irracionais e inanimados formas e comportamentos humanos.
[F.: Do fr. anthropomorphisme.]
 
Fonte: http://aulete.uol.com.br/antropomorfismo#ixzz2nBpav5QV

Congresso Cuba: desenho animado e palestra na íntegra #literatura #diversidade #inclusão

Congresso Internacional Leitura 2013 – Para ler o XXI

Há que se conhecer as forças do mundo para colocá-las em movimento

Transcrição da palestra de Carolina Graciosa da Fonseca:

Olá, boa tarde!

É com muita alegria que participo desse congresso.

Minha apresentação não traz nenhum conceito inovador, embora possa ser transformadora. Eu vim falar basicamente de afeto. É simples: amor. Amor num mundo infestado por sentimentos ruins que podem ser resumidos na violência.

Falta solidariedade, falta compreensão. Violência com o diferente e com natureza. E para falar de amor minha proposta é apresentar as ideias por trás do projeto dos livros d’O mundo colorido de Francisca, abordando, principalmente, a diversidade e a inclusão.

Há 3 anos eu terminava meu mestrado em Educação. Minha sobrinha, filha de uma das minhas irmãs mais novas, então com 4 anos, foi obrigada a experimentar a separação dos pais.

Os fatos que desencadearam da separação foram diversos e por motivos sérios, contudo não tão trágicos – mas que pelo desconhecimento trazem angústia – eu resolvi retratar a vida dessas crianças que estão crescendo no século XXI.

Morar com uma mãe que precisa trabalhar fora, ficar com os avós ou outros responsáveis, ver o pai somente aos finais de semana… Apesar de a guarda ser compartilhada, sempre cai no colo da mãe a maior parte da responsabilidade. E com a emancipação da mulher para o trabalho, responsabilidade não só de tempo para educar, com o peso da jornada dupla, mas também para correr atrás do sustento e enfrentar o preconceito, pois a mulher, infelizmente, ainda ganha menos ou ocupa cargos menos relevantes.

Essas crianças são cobaias de um novo mundo. O número de divórcios registrados na última estatística feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2011, foi o maior desde que o dado começou a ser medido em 1984. A taxa de divórcios em 2011, de 2,6 por mil habitantes com mais de 15 anos, também superou a de 2010 (1,8 por mil) – um aumento de 45,6% – e foi a maior desde 1984, quando era de só 0,5 para cada mil.

Sem levar em consideração problemas mais sérios que uma família pode enfrentar o ambiente familiar, de cooperação, compreensão e respeito, ainda é um dos mais favoráveis para se criar uma criança.

Meu foco é atitudinal afetivo com o intuito de promover a valorização da diversidade. Da diversidade, especialmente, dos núcleos familiares, que hoje são variados e que precisam ser reconhecidos. Não podemos enfiar goela abaixo nenhum modelo. Temos que respeitar e procurar a melhor maneira de conviver com as novas famílias. Muitas escolas no Brasil não promovem mais atividades no Dia das Mães e no Dia dos Pais, comercialmente promovidos pelas mídias. Eles estabeleceram o “Dia da Família na Escola”.

Então, como parte desse primeiro passo de promoção da diversidade e da inclusão, idealizei livros que abordam temas contemporâneos, para que esses novos modelos sejam (re)conhecidos e não causem espanto ou tragam o preconceito para as relações sociais.

Tem um trecho de um debate sobre ‘Temas polêmicos na literatura’, de autoria de Nilma Lacerda, que eu gostaria de ler aqui:

“Questões fundamentais da existência atingem crianças e jovens com intensidade semelhante à que atinge os adultos, mas os temas que expressam a angústia frente a essas questões são considerados polêmicos, e obras que tratem do mal, da morte, da violência na escola, da sexualidade, do homoerotismo são, em geral, consideradas ousadas, perigosas, inadequadas pelos docentes, e costumam passar longe da sala de aula, quando se sabe que nelas reside a possibilidade de, por meio da ficção, reconhecer e discutir os enigmas da existência humana e a problemática das relações sociais e, ainda, alcançar a construção de respostas existenciais necessárias aos projetos pessoais e coletivos.[1]

Entre os temas trabalhados nos livros publicados até o presente momento, destacam-se:

  • O respeito às individualidades (raça,etnia, idade, gênero);
  • As relações interpessoais de dependência e o respeito geracional (empatia, reconhecimento e valorização);
  • A diversificação dos núcleos familiares, introduzindo a criança a outras realidades;
  • A construção e reconhecimento da autoimagem e da identidade;
  • O novo papel da mãe com a emancipação da mulher para o trabalho;
  • A introdução da criança a diferentes culturas;
  • A relativização das definições de gênero;
  • O respeito aos animais e à Natureza;
  • A diversidade de sentimentos e a perplexidade da vida.

A intenção é que a coletânea trabalhe também os possíveis desdobramentos, podendo abordar temas muitas vezes considerados mais ousados, mas que são atuais e urgentes para a promoção de uma sociedade de mais amor e respeito.

Tratar da sexualidade, como o homoerotismo e o casamento entre pessoas do mesmo; assim como a violência na escola ou dentro de casa, a adoção e finitude da vida, entre outros temas necessários.

Vou terminar minha pequena exposição com um vídeo singelo de animação da série. E ao saírem, por favor, peguem comigo um exemplar de apresentação d’O mundo colorido de Francisca.

Espero que gostem!

Obrigada!

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[1] Salto para o Futuro. Boletim 11, junho de 2007. Debate: Temas polêmicos na literatura. Conceituação e justificativa. Nilma Lacerda. Pág.03.