Crianças que desafiam as normas de #gênero: Adele leva o filho para a Disney vestido de princesa #diversidade

A cantora Adele leva à Disney o seu filho, Angelo, que vai vestido de princesa Anna, personagem do desenho animado Frozen, com sapatilha e tudo.

Em nosso livro ‘Meu dia de princesa‘, Deco vai brincar com a Francisca e também quer ser uma princesa. Com a atitude, Adele mostra que apoia a individualidade do pequeno!

Parabéns, Adele!

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Leia outros posts sobre diversidade, inclusão, aceitação e valorização em nosso blog:

E as crianças nos ensinam sobre #aceitação, #diversidade e #inclusão. #educação #LiteraturaInfantil #livro #literatura

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Desde que resolvi escrever para crianças e fiquei com vontade de ter um personagem masculino que não vê problemas em se vestir com roupas femininas, retratado no livro Meu dia de princesaque meus sentidos ficaram atentos tanto para o comportamento, quanto para a literatura mundial voltada pro assunto. É confortante saber que existem escritores por aí tratando da questão de forma direta, sem rodeios, defendendo a diversidade e o amor acima de tudo.

O website BrainPickings, da escritora e curiosa Maria Popova, é uma fonte maravilhosa de informações para um mundo de mais respeito e solidariedade. É um de meus sites prediletos. Vira e mexe ela mostra livros que questionam os mais diversos estereótipos de comportamento. Que combatem padrões femininos pré-concebidos, por exemplo, tanto no que se refere à costumes, quanto à vocações profissionais.

Um exemplo é o livro sobre a pequena Rosie, que sonha em se tornar uma competente engenheira e aprende a abraçar o fracasso como parte vital de sua trajetória. O fracasso é parte importante de nossas vidas, sendo a criatividade um de seus resultados. Ou seja: “Você tem que estar disposto a fracassar… se você tem medo de fracassar, não irá muito longe”, reforçou Steve Jobs em uma de suas célebres frases.

“You gotta be willing to fail… if you’re afraid of failing, you won’t get very far,” Steve Jobs

Um livro no qual esbarrei recentemente num Tweet da Maria [@brainpicker] é o ‘Morris Micklewhite and the Tangerine Dress‘ que na minha tradução livre se chamaria ‘Morris Micklewhite e o vestido cor de tangerina’.

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É um livro sobre o que acontece com os meninos que não se identificam com as regras sociais impostas acerca de como eles devem tratar sua própria identidade e não entendem porque eles não estão autorizados a desfrutar do que as meninas gostam. Morris quer usar vestidos. E quer ser um astronauta. As crianças zombam dele, pois astronautas não vestem vestidos… E por que não?!?!

Recentemente a mídia internacional divulgou que o casal hollywoodiano Brad Pitt e Angelina Jolie respeitaram o pedido da filha Shiloh de se vestir como menino e passar a ser chamada de John. A família da criança de oito anos de idade apoia plenamente a sua individualidade. Shiloh agora é John, usa roupas masculinas e é chamada pelo nome que se sente à vontade.

Mas, na maioria das vezes, o suporte que a família dá – quando dá – não reflete o comportamento da sociedade. Numa das passagens do livro a autora, Christine Baldacchino, retrata o que acontece com frequencia:

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‘Às vezes os meninos zombam de Morris. Às vezes as meninas zombam, também.
Morris finge que não está escutando,
enquanto caminha sozinho.
Zunzum, Zunzunzum…
Assobiando ou cantando, ele vai andando.
Morris finge que não ouve o que está ouvindo.’ [Tradução livre.]

O vídeo abaixo, infelizmente somente em inglês, faz uma sinopse sobre o querido Morris e seu vestido colorido 🙂

Nós te amamos Morris, O Astronauta de Vestido Tangerina!!! ❤

.:. Carolina Graciosa, autora d’O mundo colorido de Francisca .:.

Feliz Natal!! #natal #festas #diversidade #inclusão #amor #natureza

Natal é época de olhar para frente, aprender com os deslizes, dizer EU TE AMO, ter esperança num mundo de mais amor e respeito com a diversidade e a Natureza!

O mundo colorido de Francisca deseja um Feliz Natal e muitas gostosuras para tod@s!!

Amigos e amigas, alegria!!

ChicaFcbk

Dia das mulheres que amam: dia das mães #DiaDasMães #mulher #amor

Mãe é quem cria e cuida da criatura:  Feliz Dia das Mães neste final de semana que é para todas as mulheres que amam e, em especial, para a Mariana Leme e a Carol Graciosa.

Nosso mundo é independente e precisa da sua atenção para mostrarmos que somente queremos um mundo de mais #amor!!

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Dica da Chica: livros sobre #diversidade (#literatura #LiteraturaInfantil #inclusão #leitura #livro)

 O mundo colorido de Francisca reforça em seus livros o tema da diversidade, como a diversidade étnico-racial. Sininha é a menina negra amiga de Francisca, que é branca. No primeiro livro da série temos vários outros exemplos de diversidade, apresentando personagens de etnias variadas compondo um mundo mais do que colorido: entre outros personagens, Deco tem cabelo de anjo e Ziloca é nisei. Já Tom é gordinho e Casquinha usa óculos.

Falamos muito sobre ‘O cabelo de Cora‘ em nossa página do Facebook, que apresenta uma menina que tem o cabelo super crespo: ‘Cora é uma menina como as outras, que adora ir à escola e é bastante orgulhosa do seu cabelo. Ele não é liso como o das outras meninas. É crespo como o de sua Tia Vilma e sua avó. Mas talvez ‘O cabelo de Cora’ não pareça tão belo para suas colegas e ela pode precisar de um empurrãozinho para aprender a amá-lo de novo e a dizer para todo mundo o quanto ele é bonito do jeito que ele é.’ O livro explora o fato de que peso, altura ou um simples penteado fora do padrão podem causar problemas se a criança não possuir a autoestima de Cora.

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Outro livro que trata do tema é o ‘Menina bonita do laço de fita‘ que por meio da história de um coelho branco que se apaixona por uma menina negra oferece uma forma de apresentar às crianças a riqueza da diversidade étnica do Brasil e mostrar a importância de saber lidar com as diferenças.

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Que tal apresentar leituras ricas como essas para as crianças?

Estamos na Revista Educação de dezembro, na matéria “Valorizar a oralidade” #educação

No primeiro livro da primeira coletânea, que foi feito em preto e branco e leva o mesmo nome da série – O mundo colorido de Francisca – encerramos as páginas com uma cantiga popular, intitulada “A barata diz que tem”, que brinca com a oralidade, fazendo rimas para serem entoadas em brincadeiras de roda.

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A Revista Educação ilustrou a resenha do livro ‘Oralidade e alfabetização: uma nova abordagem de alfabetização e letramento‘ do professor e pesquisador da UFF, Claudemir Belintame, com as páginas 20 e 21 de nosso livro. O professor Claudio defende que a leitura e oralidade têm de vir na frente da escrita: “São duas possibilidades tanto de ler o mundo como de ler imagens e diversas linguagens. E também de escutar o mundo, os diversos sons. A escrita se dinamiza a partir desses potenciais.”

Revista Educação:

Oralidade

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O professor vai mais além em entrevista concedida em setembro de 2011 para a mesma revista:

“Nossa educação infantil, porém, ainda é muito desorganizada. Sabe pouco sobre a infância e aproveita pouco as pesquisas sobre a infância. Por exemplo: sabemos que uma criança de 1 ano e sete ou oito meses é capaz de fazer relações intertextuais impressionantes. Uma criança estava batendo com uma colher de pau numa tigela e a mãe disse: Filha, você vai quebrar a tigela. Ela respondeu: Canta o pato, mãe! “O pato” é a música do Vinicius que fala: o pato pateta quebrou a tigela. Ela trouxe a música inteira de uma expressão, é uma relação intertextual sofisticada”, diz Claudio Belintame.

Leia entrevista completa com o professor Belintame: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/146/artigo234592-1.asp

Congresso Cuba: desenho animado e palestra na íntegra #literatura #diversidade #inclusão

Congresso Internacional Leitura 2013 – Para ler o XXI

Há que se conhecer as forças do mundo para colocá-las em movimento

Transcrição da palestra de Carolina Graciosa da Fonseca:

Olá, boa tarde!

É com muita alegria que participo desse congresso.

Minha apresentação não traz nenhum conceito inovador, embora possa ser transformadora. Eu vim falar basicamente de afeto. É simples: amor. Amor num mundo infestado por sentimentos ruins que podem ser resumidos na violência.

Falta solidariedade, falta compreensão. Violência com o diferente e com natureza. E para falar de amor minha proposta é apresentar as ideias por trás do projeto dos livros d’O mundo colorido de Francisca, abordando, principalmente, a diversidade e a inclusão.

Há 3 anos eu terminava meu mestrado em Educação. Minha sobrinha, filha de uma das minhas irmãs mais novas, então com 4 anos, foi obrigada a experimentar a separação dos pais.

Os fatos que desencadearam da separação foram diversos e por motivos sérios, contudo não tão trágicos – mas que pelo desconhecimento trazem angústia – eu resolvi retratar a vida dessas crianças que estão crescendo no século XXI.

Morar com uma mãe que precisa trabalhar fora, ficar com os avós ou outros responsáveis, ver o pai somente aos finais de semana… Apesar de a guarda ser compartilhada, sempre cai no colo da mãe a maior parte da responsabilidade. E com a emancipação da mulher para o trabalho, responsabilidade não só de tempo para educar, com o peso da jornada dupla, mas também para correr atrás do sustento e enfrentar o preconceito, pois a mulher, infelizmente, ainda ganha menos ou ocupa cargos menos relevantes.

Essas crianças são cobaias de um novo mundo. O número de divórcios registrados na última estatística feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2011, foi o maior desde que o dado começou a ser medido em 1984. A taxa de divórcios em 2011, de 2,6 por mil habitantes com mais de 15 anos, também superou a de 2010 (1,8 por mil) – um aumento de 45,6% – e foi a maior desde 1984, quando era de só 0,5 para cada mil.

Sem levar em consideração problemas mais sérios que uma família pode enfrentar o ambiente familiar, de cooperação, compreensão e respeito, ainda é um dos mais favoráveis para se criar uma criança.

Meu foco é atitudinal afetivo com o intuito de promover a valorização da diversidade. Da diversidade, especialmente, dos núcleos familiares, que hoje são variados e que precisam ser reconhecidos. Não podemos enfiar goela abaixo nenhum modelo. Temos que respeitar e procurar a melhor maneira de conviver com as novas famílias. Muitas escolas no Brasil não promovem mais atividades no Dia das Mães e no Dia dos Pais, comercialmente promovidos pelas mídias. Eles estabeleceram o “Dia da Família na Escola”.

Então, como parte desse primeiro passo de promoção da diversidade e da inclusão, idealizei livros que abordam temas contemporâneos, para que esses novos modelos sejam (re)conhecidos e não causem espanto ou tragam o preconceito para as relações sociais.

Tem um trecho de um debate sobre ‘Temas polêmicos na literatura’, de autoria de Nilma Lacerda, que eu gostaria de ler aqui:

“Questões fundamentais da existência atingem crianças e jovens com intensidade semelhante à que atinge os adultos, mas os temas que expressam a angústia frente a essas questões são considerados polêmicos, e obras que tratem do mal, da morte, da violência na escola, da sexualidade, do homoerotismo são, em geral, consideradas ousadas, perigosas, inadequadas pelos docentes, e costumam passar longe da sala de aula, quando se sabe que nelas reside a possibilidade de, por meio da ficção, reconhecer e discutir os enigmas da existência humana e a problemática das relações sociais e, ainda, alcançar a construção de respostas existenciais necessárias aos projetos pessoais e coletivos.[1]

Entre os temas trabalhados nos livros publicados até o presente momento, destacam-se:

  • O respeito às individualidades (raça,etnia, idade, gênero);
  • As relações interpessoais de dependência e o respeito geracional (empatia, reconhecimento e valorização);
  • A diversificação dos núcleos familiares, introduzindo a criança a outras realidades;
  • A construção e reconhecimento da autoimagem e da identidade;
  • O novo papel da mãe com a emancipação da mulher para o trabalho;
  • A introdução da criança a diferentes culturas;
  • A relativização das definições de gênero;
  • O respeito aos animais e à Natureza;
  • A diversidade de sentimentos e a perplexidade da vida.

A intenção é que a coletânea trabalhe também os possíveis desdobramentos, podendo abordar temas muitas vezes considerados mais ousados, mas que são atuais e urgentes para a promoção de uma sociedade de mais amor e respeito.

Tratar da sexualidade, como o homoerotismo e o casamento entre pessoas do mesmo; assim como a violência na escola ou dentro de casa, a adoção e finitude da vida, entre outros temas necessários.

Vou terminar minha pequena exposição com um vídeo singelo de animação da série. E ao saírem, por favor, peguem comigo um exemplar de apresentação d’O mundo colorido de Francisca.

Espero que gostem!

Obrigada!

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[1] Salto para o Futuro. Boletim 11, junho de 2007. Debate: Temas polêmicos na literatura. Conceituação e justificativa. Nilma Lacerda. Pág.03.