O papel dos avós na família

avós

Você ainda tem avós? São moderninhas ou prendadas?

E avôs? São brincalhões ou habilidosos?

O papel dos avós na família vai muito além dos mimos dados aos netos e muitas vezes eles são o suporte afetivo e financeiro dos pais e seus filhos. Por isso, se diz que os avós são pais duas vezes. Segundo estudo da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, publicado pela BBC Brasil, as crianças crescem mais felizes e ajustadas quando os avós desempenham um papel ativo em sua educação.

O estudo revelou que a proximidade entre netos e avós é benéfica para as crianças e cada vez mais comum diante da atribulada rotina de trabalho dos pais nos dias de hoje. Além do mais, foi observado que os avós podem ser muito importantes para ajudar as crianças e adolescentes a superar dificuldades do dia-a-dia, como a implicância de colegas da escola, aconselhá-los sobre qual universidade escolher e planejar o futuro.

A pesquisa apontou, também, que os avós podem ajudar as crianças a superar traumas, como o divórcio dos pais.

Você já demonstrou carinho pelos seus avós hoje?

Leia a matéria da BBC na íntegra clicando aqui.

Uma nova visão da escola

Hoje vamos disponibilizar dois artigos sobre o livro “Earth in Mind”, de David Orr (Earth in Mind: On Education, Environment and the Human Prospect – Terra em Mente: Na Educação, no Meio Ambiente e a Perspectiva Humana, tradução livre), sem tradução para o português, infelizmente.

O livro fala sobre a necessidade de um novo currículo educacional nesta nova era. De uma mudança de pensamento para um mundo mais sustentável.

Como defendia nosso educador Paulo Freire na obra Pedagogia da Autonomia (2002, p. 36):

“Precisamos contribuir para criar a escola que é aventura, que marcha, que não tem medo do risco, por isso que recusa o imobilismo. A escola em que se pensa, em que atua, em que se cria, em que se fala, em que se ama, se adivinha, a escola em que apaixonadamente diz sim à vida.” 

Escolas para o século XXI

“As gerações futuras precisam aprender a utilizar melhor a energia e os materiais disponíveis. Precisam aprender a usar a energia solar sob todas as suas formas. Precisam eliminar a poluição e o desperdício. Precisam aprender a administrar recursos renováveis. Precisam iniciar a imensa tarefa de restaurar, da melhor forma, os danos causados à Terra nos últimos 200 anos de industrialização. E tudo isso precisa ser feito, enfrentando as iniqüidades sociais e raciais. Nenhuma geração teve que encarar tamanho programa  de trabalho. Continuamos, porém, a educar nossos jovens como se não houvesse nenhuma  emergência planetária. Mas, a crise que enfrentamos é principalmente uma crise da mente, da percepção e dos valores — portanto, um grande desafio para as instituições que formam mentes, percepções e valores. Um desafio educacional.” David Orr 

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Educação e Inovação para Sustentabilidade

“A educação não é amplamente considerada como um problema, a não ser a falta dela. A sabedoria convencional reforça que toda educação é boa e quanto mais se tem melhor. A verdade é que sem as devidas precauções, a educação pode formar pessoas simplesmente para ser vândalos mais eficazes da Terra”. David Orr

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Outro link sobre o assunto:

Educação para o Desenvolvimento Sustentável

Afinal, o que é aprendizagem sustentável?

Sustentabilidade é um termo abrangente, um modelo de desenvolvimento que carrega consigo diversos programas. E ‘aprendizagem’ inclui não somente o que é alcançado através dos sistemas educacionais (educação em seu sentido mais formal), mas também o que é assimilado no cotidiano, seja em casa, no trabalho ou na comunidade (Tilbury & Wortman, 2004).

As peças-chave para tal tipo de educação envolvem três pilares: a sociedade, o meio-ambiente e a economia, todas tendo a cultura como ponto de convergência (Tilbury & Wortman). Com o objetivo de encontrar soluções pragmáticas para que a educação tradicional se adapte às mudanças do planeta, a Comissão de Educação e Comunicação da IUCN – International Union for Conservation of Nature (uma das mais influentes e respeitadas organizações no campo da conservação da diversidade biológica, da preservação do meio ambiente e da gestão de recursos naturais) defende que a Educação para o Desenvolvimento Sustentável reforce os valores culturais e a utilização responsável dos recursos naturais para que a sociedade mundial encontre justiça social.

Sendo a educação o principal agente transformador da sociedade, ela precisa também transformar-se para acompanhar as mudanças tecnológicas e necessidades ambientais. O modelo tradicional do “cuspe e giz” já não segura mais a criança tecnológica. No entanto, o computador e outras ferramentas modernas não substituem a experiência alcançada através da interação com a Natureza.

Cada forma de aprender tem o seu lugar como parte do mosaico necessário para o desenvolvimento de crianças e jovens. A consciência da diversidade (social, cultural e ambiental), dos valores tradicionais, dos conhecimentos e das línguas associadas com as mais variadas formas de expressão cultural que temos espalhadas pelo mundo, passarão a determinar a forma com que a aprendizagem sustentável acontecerá nos contextos específicos de cada comunidade.

A ONU declarou em 2005 mais uma década temática, dedicada à Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014). Esta iniciativa precisa significar mais do que apenas uma fonte de esperança.

Outros links sobre o assunto:

UNESCO

“Isso representa uma nova visão da educação capaz de ajudar pessoas de todas as idades a entender melhor o mundo em que vivem, tratando da complexidade e do interrelacionamento de problemas tais como pobreza, consumo predatório, degradação ambiental, deterioração urbana, saúde, conflitos e violação dos direitos humanos, que hoje ameaçam nosso futuro.”

“A sociedade brasileira é constituída por diferentes grupos étnico-raciais que a caracterizam, em termos culturais, como uma das mais ricas do mundo. Entretanto, sua história é marcada por desigualdades e discriminações, especificamente contra negros e indígenas, impedindo, desta forma, seu pleno desenvolvimento econômico, político e social.”

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Tilbury, D. & Wortman, D. (2004). Engaging People in Sustainability, Comission of Education and Communication, IUCN, Gland, Switerland and Cambrige, UK.

Criança tem que brincar!

E interagir com a Natureza também!

O educador norte-americano John Dewey já defendia  que devemos montar um sistema educacional onde as crianças desenvolvam suas habilidades de pensar e utilizem sua energia física para fazer com que o aprendizado seja facilitado.

“Experimentos comprovam que quando as crianças têm a chance de utilizar atividades físicas que provocam seus impulsos naturais para brincadeiras, o aprendizado é facilitado e ir para a escola torna-se agradável, e não mais um fardo (Dewey, 2007, p.147)*.

O que eu mais gostei de aprender com John Dewey foi esta importante consequência que as atividades físicas tem no processo educacional. “Em parte, a atividade física se torna uma intrusa no processo educacional. Sendo considerada completamente separada da atividade mental, torna-se uma distração, um mal a ser encarado, já que todo aluno tem um corpo que acompanha sua mente à escola. E este corpo é um turbilhão de energia, que não consegue ficar parado”(Dewey, 2007, p.108)*.

Conclusão: ao invés de utilizar toda esta energia a favor, o professor passa a maior parte do tempo sufocando a atividade corporal, que é considerada maléfica para a atividade mental, impondo atitudes rígidas, silêncio e punições para os que não se enquadram. Rotula-se o problema como sendo de disciplina, quando na verdade é um problema do próprio sistema educacional.

* Tradução livre: Dewey, J. (2007). Democracy and education. Middlesex: The Echo Library.